Todos nós sabemos a importância da autoestima, ou ao menos deveríamos saber. Pois acredite, é ela quem garante o nosso sucesso, seja ele financeiro, profissional ou mesmo em nossa vida afetiva. Ela é a base para a conquista de nossas realizações e seu princípio é muito simples: Se você não estiver bem consigo mesmo o mundo à sua volta também não estará.
Podemos definir a autoestima como o amor próprio que cada indivíduo possui, no entanto a autoestima não é algo constante, e sim variável, podendo estar em alta ou em baixa, dependendo de uma série de fatores internos e externos de cada pessoa, e é exatamente na influência que os fatores externos exercem sobre a nossa autoestima que está o problema.
O problema esta nos maus hábitos de nossa sociedade, que esta a cada dia mais competitiva e rígida em seus padrões de conceitos e imagens. Em um mundo onde a imagem vale mais do que o conteúdo, onde parecer vale mais do que ser. Uma poderosa e terrível prática comum foi adotada, ela é conhecida como crítica destrutiva, a qual geralmente aparece disfarçada na forma de uma crítica construtiva, ou mesmo em meio a uma “inocente” brincadeira com as “diferenças” das outras pessoas, esses disfarces levam a pessoa a acreditar, equivocadamente, que ao ser agredida esta na realidade recebendo ajuda para se tornar uma pessoa melhor ou no máximo sendo o alvo de uma mera brincadeira.
Comentários maldosos e inoportunos sobre a sua competência profissional, a sua conduta social, a sua forma física, a sua vida financeira e até mesmo sobre a sua vida sentimental e pessoal, podem aparecer a qualquer momento, vindos de qualquer direção, seja de seus inimigos declarados ou mesmo de um grupo de amigos, familiares, colegas de trabalho e até de seu parceiro(a) conjugal. Dessa forma, a menos que você esteja muito seguro de quem realmente é, e sinta-se muito bem com você mesmo, essas más influências externas poderão, infelizmente, vir ao longo do tempo corroer a sua autoestima, e caso permaneça passivo a esses ataques, a tendência é que aos poucos, você passe a acreditar que o que falam de você seja realmente verdade, e mais adiante realmente se tornar naquilo que falam que você é.
Por que existem pessoas que agem assim ? Não se sinta ou se faça de vítima, acredite essas pessoas na maioria das vezes não possuem nada contra você, e fazem isso também com outras pessoas, talvez você apenas seja ou esteja mais vulnerável a esses ataques, em um determinado momento de sua vida. Mas não se trata mais de entender o outro e seus motivos e sim de proteger você, não cabe a nós reescrever as regras do jogo, mas sim saber jogá-lo e vencê-lo. Como portanto podemos defender a nossa autoestima de ataques externos ? Contra-atacar com comentários ainda mais ofensivos o nosso crítico maldoso ? Ou simplesmente não ligar ? Fazendo de conta que nada foi dito, chegando até mesmo a sorrir ao receber tais insultos, deboches e “piadinhas” feitas a nossas custas. Não !!! Existe um meio termo. Não precisamos ser tão duros e nem tão gentis.
Em primeiro lugar para criar uma autoestima praticamente inabalável devemos ter como prática constante à busca pelo autoconhecimento, conhecer a nós mesmos, saber quem realmente somos, do que gostamos, do que não gostamos, quais são as nossas opiniões, no que elas se baseiam, quais são nossas metas e objetivos na vida. Saber essas coisas nos leva a criar uma autoimagem registrada em nossa mente, gostar e respeitar essa autoimagem, ou seja, você, é o primeiro grande passo para o fortalecimento de nossa autoestima.
Em segundo lugar vem à prática da defesa, não é necessário contra-atacar, apenas saber se defender, sempre que identificar uma crítica destrutiva disfarçada, não seja conivente a ela, deixe claro que não gostou ou não concorda com o que foi dito, ou do modo como foi dito, não há necessidade de se iniciar uma discussão ou mesmo de se declarar uma inimizade por isso, a pessoa que lhe atacou deve apenas saber que sua colocação não foi aceita, bem recebida e nem mesmo agradável de forma clara, direta e se possível imediata.
Se for necessário, diga a ela que respeita a sua opinião, mas que aquilo não é necessariamente uma verdade absoluta ou um fato imutável, ou simplesmente que não se sente à vontade com aquele tipo de comentário e gostaria de não discutir sobre o assunto com ele(a), ou ainda, que você não esta aberto à opinião dela sobre um assunto referente à sua vida particular.
Se você conseguir fazer isso de forma não ofensiva poderá fazer isso com qualquer pessoa, seja seu familiar, amigo ou colega de trabalho, ai sim caberia um pequeno e amigável sorriso, para demonstrar de forma amistosa que não se trata de uma contra-ofensa apenas de uma posição sua, contrária a que foi apresentada. Caso a pessoa insista não discuta apenas retire-se ou dê o assunto por encerrado, mostrando que não esta disposto a participar do linchamento de sua autoestima. Mas lembre-se de só levantar suas defesas quando identificar que se tratam de críticas destrutivas a sua pessoa, e também não se mantenha fechado a verdadeiras críticas construtivas que possam realmente auxiliar em seu “crescimento” como pessoa.
Respeite-se e será respeitado, ame-se e será amado e lembre-se, é importante também evitar criticas destrutivas a outras pessoas, principalmente em público, se existe alguma opinião sua que possa contribuir na vida de alguém de forma positiva e significante, faça-a da melhor forma possível, e sempre por meio de uma sugestão para que o outro possa avaliar e por ele mesmo decidir incorporar, ou não, tal conselho em sua vida particular, dessa forma você estará contribuindo realmente para o crescimento do outro e possivelmente conquistando um amigo verdadeiro e não um desafeto que lhe sorri.
Meu nome é Carlos Magaldi, e é nisso em que eu acredito !!!
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Sobre Carlos Eduardo: Carlos Magaldi é formado em Ciência da Computação, Pós-Graduado em Finanças Públicas e atualmente cursa a faculdade de Ciências Econômicas, é interessado por Política, Economia e Relações Humanas de um modo geral. Gosta de ler bons livros e assistir a bons filmes. É casado e busca de forma incessante a evolução pessoal e profissional através do acúmulo de conhecimentos. |

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