Carlos Magaldi Em 1 - setembro - 2008

Certo ou errado?

Certo ou errado?

São inúmeros, os momentos em nossas vidas que nos deparamos com escolhas, onde temos que tomar uma decisão sobre o que fazer, o que falar, como agir. Sabemos que nossas decisões muitas vezes não poderão ser desfeitas, e geralmente nos preocupamos em fazer a escolha certa, ou pelo menos aquilo que parece ser correto.

Quantas vezes enganamos aos outros e até a nós mesmos, distorcendo a verdade e justificando nossas ações incorretas, de forma que estas sejam vistas e aceitas pela sociedade como se estivessem certas. Quantas vezes invertemos os valores de nossos atos para que possamos nos encarar no espelho, e quantas vezes acreditamos em nossas mentiras para conseguir dormir o sono que deveria ser de mérito apenas dos justos… justos, será que estes ainda existem entre nós?

Nossos erros parecem sempre ser passíveis de justificativas, quando não, merecedores das mais justas e imediatas aprovações. O estranho é que ao mesmo tempo em que distorcemos a moral, promovemos a impunidade e nos afastamos da verdade, a cada passo que damos em direção ao errado, quanto mais adentramos, pelos nossos próprios “pés”, no caminho da perdição dos valores estabelecidos pelos nossos antecessores, mais parecemos nos espantar com os rumos que toma o mundo a nossa volta, com a inversão de valores, com a corrupção, com a injustiça, com a degradação da família e do ser humano, com a vitória da mentira.

Os causadores desse aparente caos moral que existe a nossa volta, não são apenas os políticos corruptos em nossa capital, ou mesmo os criminosos e traficantes em nossas favelas e guetos. Os causadores de nossa ruína social somos também eu e você.

Todos nós promovemos a mentira, quando usamos dela para nos proteger, todos nós distorcemos a moral, quando buscamos justificar nossos erros, todos nós invalidamos a justiça, por não termos a coragem de assumir nossas faltas, falhas e fraquezas. Então o que fazer ? Muitos são aqueles que podem estar pensando agora: “Mas nossos antecessores não foram melhores do que nós, eles foram em sua maior parte hipócritas, que pregavam o que era certo e praticavam o errado”.

Sim, eu concordo que isso, em parte, possa ser verdade, nossos antecessores podem não terem sido melhores do que nós, mas ninguém disse que nós não podemos ser melhores do que eles. Muitos são aqueles que acreditam que o erro é o que caracteriza o ser humano, muitos dizem: “Errar é humano”. Sim, errar é humano, mas eu não posso acreditar que o erro, justamente o erro, seja a ação que nos defina como homens, se eu fosse questionado sobre qual a ação que caracteriza o ser humano, eu diria que este é caracterizado pela escolha, pelo poder que possui de escolher que atitude irá tomar perante os seus desafios, que caminho irá seguir diante a seus obstáculos, e que esta escolha sim, pode nos levar a acertar ou errar.

Mas em meio a um mundo, onde a inversão de valores já é tão extensa, que mal se pode distinguir o certo do errado, como ter certeza sobre qual a escolha correta a ser tomada, qual a coisa certa a se fazer ? Neste momento, eu busco a resposta nos conselhos de nossos velhos, hipócritas, mas ainda assim, sábios antecessores, pois como meus pais costumavam me dizer: “Sempre que estiver em dúvida sobre o que fazer, sem saber qual a escolha correta ser tomada, qual caminho ou direção correto a seguir, veja e analise qual das opções que lhe foram apresentadas, lhe parece ser a mais difícil, acredite meu filho, na maioria das vezes, essa é a coisa certa a se fazer !!!”.

Meu nome é Carlos Magaldi, e é nisto em que eu acredito !!!

Sobre Carlos Eduardo:
Carlos Magaldi é formado em Ciência da Computação, Pós-Graduado em Finanças Públicas e atualmente cursa a faculdade de Ciências Econômicas, é interessado por Política, Economia e Relações Humanas de um modo geral. Gosta de ler bons livros e assistir a bons filmes. É casado e busca de forma incessante a evolução pessoal e profissional através do acúmulo de conhecimentos.
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2 Comentários

  1. Jane Ferreira disse:

    No seu blog você diz: apenas dos justos… justos, será que estes ainda existem entre nós?

    Pois digo a você que sou uma dessas pessoas, e elas existem.

  2. Jane, obrigado pelo seu comentário, fico feliz de saber que ainda exitem pessoas justas entre nós e que você é uma delas. Ao meu ver tal qualidade, infelizmente, se tornou algo cada vez mais raro de se encontrar nas pessoas, costumamos frequentemente a reclamar de políticos corruptos e atitudes injustas de outras pessoas, mas em nosso cotidiano acabamos muitas vezes adotando um comportamento injusto, muitas vezes sem ao menos perceber. Mesmo que em menor proporção, podemos incorrer na injustiça, quando acusamos alguém de algo, mesmo sem ter provas; quando optamos pela solução mais fácil e rápida para nossos problemas, mesmo que esta seja injusta, incorreta ou mesmo ilegal ou ainda quando tentamos justificar nossos erros, os quais facilmente condenaríamos se tivessem sido realizados por outras pessoas. O problema é que quando o outro é quem erra facilmente somos capazes de acusar, mas quando somos nós quem erramos dificilmente somos capazes de assumir.

    Eu busco incessantemente ser uma pessoa justa, mas na atribulação dos dias, muitas vezes acabo tropeçando nesse caminho, algumas vezes nem ao menos percebo que cometi uma injustiça, outras vezes cometo erros mesmo tendo consciência prévia disto. Não me orgulho disso, sempre que possível tento me redimir, mas nem sempre o faço. Sou um cara como outro qualquer, com virtudes e defeitos, busco fazer o certo, mas por vezes caio no errado, Mesmo assim busco evoluir diariamente, nem sempre consigo, mas sei que no dia que eu conquistar tal qualidade em sua plenitude, o que irá me ajudar a mantê-la e saber que todos nós podemos cair no erro novamente, mesmo os justos, se não mantivermos plena vigilância de nossos atos e consciência de nossas ações. Mas acredito que podemos também chamar de justos, não apenas aqueles que praticam a justiça, mas também aqueles que realmente a perseguem, afinal ter consciência do que é correto é o mais importante.

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