Carlos Magaldi Em 6 - outubro - 2008

“Seremos sempre responsáveis por aquele que cativamos.”
por Antoine de Saint-Exupéry

Interessado como criança com brinquedo novo

Sabe aquele brinquedo que, quando criança, você importunou os seus pais  para ganhar de presente de aniversário ou mesmo no natal?

Aquele brinquedo que você sonhou durante dias e noites imaginando como sua vida seria mais feliz quando o tivesse.

É, aquele mesmo, pelo qual você se aplicou mais na escola para tirar boas notas, comeu legumes sem reclamar e se comportou melhor, apenas para provar que era merecedor dele.

Lembra quando você finalmente o recebeu, como foi maravilhoso?

Aquele deve ter sido um dos dias mais felizes de sua vida, certo?

E os dias que se seguiram, como foram felizes como você brincava com ele, como você contava os minutos para voltar da escola e poder estar com ele.

Mas o tempo passa, não é?

Quanto tempo demorou para você esquecer daquele brinquedo?

Quanto tempo demorou para ele não ser mais tão divertido, tão perfeito?

Quanto tempo demorou para ele não te trazer mais tanta felicidade e ser colocado de lado num canto qualquer?

Aquilo que parecia ser tão importante, a razão de sua vida e de sua felicidade, a sua motivação que o ajudava a ser uma pessoa melhor, passou a ser apenas uma “tralha velha” em seu armário.

É, mas por que se preocupar? Isso é coisa de criança. Afinal, hoje amadurecemos, somos adultos, não usamos mais brinquedos… Será que não?

Quantas pessoas já atraímos para nossa vida?

Quantas pessoas desejamos tanto, que o simples fato de tê-las, representava a conquista da nossa felicidade?

Por quantas pessoas nos tornamos melhores apenas para conquista-las?

E quando as conquistamos, como nos tornamos felizes, como a vida ganha sentido, como ficamos contando os minutos para vê-la novamente?

E depois? Quanto tempo levou para esquecermos essas pessoas?

Quanto tempo levou para elas não serem mais tão perfeitas para nós?

Quanto tempo levou para não sermos mais tão felizes ao lado delas?

Quanto tempo levou para deixa-las de lado, abandoná-las em um canto qualquer, como um brinquedo velho?

Quanto tempo levou para nos interessarmos por outros brinquedos?

Diferente dos brinquedos, as pessoas possuem sentimentos.

E como diz a obra literária de Antoine de Saint-Exupéry, entitulada “O Pequeno Príncipe”: Seremos sempre responsáveis por aquele que cativamos.

Mas em que ponto essa responsabilidade se torna um fardo? Uma dura e pesada obrigação? Uma prisão?

O que aconteceu? Onde esta a euforia, o encantamento e a paixão de antes?

Talvez não exista uma resposta clara para perda ou desgaste de tal desejo ou sentimento, mas com certeza existe uma forma de contorná-lo. Evoluindo, melhorando, mudando, aprendendo, transformando-se.

Todas as espécies vivas que existem atualmente são aquelas que desenvolveram a capacidade de evoluir e de se adaptar a novas condições do meio ambiente a sua volta.

O Ser Humano irá sempre buscar evoluir, e a cada passo em sua evolução, agregar a sua vida coisas melhores, substituindo tudo aquilo que for obsoleto, infelizmente estendendo isso as pessoas a sua volta, uma característica cruel, porém inevitável para o processo evolutivo. Dessa forma, podemos ignorar tal fato e aguardar o inevitável, ou abandonarmos a inocência e agirmos.

Afinal o problema não se restringe a “criança malvada” que deixa o seu “brinquedo velho” de lado, mas em parte, também está no “brinquedo”, que não se modifica, não evolui e não atende as novas necessidades e anseios de felicidade gerados pela evolução da “criança”. Portanto, para manter aquilo que conquistou: Evolua; Melhore; Mude; Aprenda; Transformando-se.

Pois mesmo um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença, e manter o que temos, deve-se a um processo de eterna reconquista e merecimento, tanto da parte da “criança” quanto da parte do “brinquedo”.

Quem busca sempre o “novo” e o “melhor” para si, deve primeiro estar disposto também a sempre se renovar, melhorar e evoluir. Para que seja merecedor de suas conquistas, e para que em sua vida consiga mantê-las.

Meu nome é Carlos Magaldi, e é nisto em que acredito !!!

Sobre Carlos Eduardo:
Carlos Magaldi é formado em Ciência da Computação, Pós-Graduado em Finanças Públicas e atualmente cursa a faculdade de Ciências Econômicas, é interessado por Política, Economia e Relações Humanas de um modo geral. Gosta de ler bons livros e assistir a bons filmes. É casado e busca de forma incessante a evolução pessoal e profissional através do acúmulo de conhecimentos.
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1 Comentário

  1. DoesntMatter disse:

    “reconquista e merecimento”. Quem lê até acredita. Palavras vãs de quem desconhece o sginificado dessas palavras.

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