O Pato

O profissional "pato"

“É preferível conhecer alguma coisa sobre tudo a tudo sobre apenas uma coisa.”
por Blaise Pascal

O pato faz tudo: voa, nada e anda

O pato faz tudo: voa, nada e anda

No meio profissional existe um jargão que já é considerado por muitos um novo axioma. Uma idéia que parece já ter sido assimilada pela maioria dos profissionais, dita e repetida por dirigentes e funcionários das mais variadas empresas em um tom de verdade absoluta.

A idéia, praticamente uma parábola, é referente à história do pato, sim o pato, aquele animal aparentemente desengonçado, que dizem andar mal, voar mal e nadar mal, exatamente por querer fazer de tudo um pouco. Por que não ser um peixe, para nadar com maior habilidade, uma lebre, para correr com maior destreza ou ainda uma águia para voar com maior graça. Por que ser um pato, que faz de tudo um pouco, e não um animal especialista em alguma atividade como os demais?

Tal história é utilizada para passar a idéia de que os  profissionais especializados em uma única área seriam os detentores de maior sucesso no mercado de trabalho atual. De fato uma bela história, porém, discordo totalmente de sua colocação. Por que?

Primeiro, devido ao fato de limitar o ser-humano a prática de uma única atividade, fazendo com que este não explore seus outros potenciais, privando o mundo e ele mesmo de inúmeras contribuições evolutivas.

Segundo, que o mercado de trabalho é muito mais mutável do que a mãe-natureza. Afinal, céu, mar e terra já existem desde a pré-história enquanto o mercado de trabalho, só nas ultimas duas décadas, sofreu inúmeras modificações, que levaram várias profissões e práticas que estavam no topo da lista em remuneração e prestígio decaírem abruptamente, sendo algumas até mesmo extintas, enquanto outras que sequer existiam alcançaram as melhores posições de prestígio e remuneração em poucos anos. Dessa forma, a história do pato teria total cabimento em um mercado praticamente imutável, mas em um mercado extremamente volúvel como o nosso ela é totalmente descabida.

Terceiro, sim precisamos de especialistas, profissionais que são demorados para se formar, que requerem um maior grau de estudo e experiência, porém em um mercado tão mutável um profissional que começa hoje a se qualificar em uma badalada área de atuação, pode se deparar com esta mesma área em total decadência ao se formar.

Por essas e outras constatações, é possível perceber que apesar de especialistas serem necessários e valorizados, cabe aos profissionais, efetuarem um constante acompanhamento do mercado, observando suas tendências e rumos. Além de analisarem a si mesmos, avaliando suas capacidades e limitações, identificando em qual área obteriam maior desempenho e satisfação de atuar, não se limitando apenas a seguir o modismo do mercado.

Homens como Leonardo da Vinci, que foi: pintor, matemático, escultor, arquiteto, físico, escritor, engenheiro, poeta, cientista, botânico e músico, considerado um dos maiores gênios da história da humanidade, estariam desempregados em nosso atual sistema de profissionais especialistas, voltados a uma único ramo de atuação. Nestes momentos, observamos a inteligência do nosso tão desengonçado amigo pato, que de bobo não tem nada, sendo na verdade um sobrevivente, e quem sabe um dia, venha a ser considerado por mentes um pouco mais sábias como uma das espécies mais evoluídas do nosso planeta. Até por que, devido a sua capacidade de adaptação, duvido da real possibilidade de sua natural extinção.

Meu nome é Carlos Magaldi e é nisto em que eu acredito – Quack !!! Quack !!! Quack !!!


Carlos Magaldi

Carlos Magaldi

Carlos Magaldi é formado em Ciência da Computação, Pós-Graduado em Finanças Públicas e atualmente cursa a faculdade de Ciências Econômicas, é interessado por Política, Economia e Relações Humanas de um modo geral. Gosta de ler bons livros e assistir a bons filmes. É casado e busca de forma incessante a evolução pessoal e profissional através do acúmulo de conhecimentos.

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18 Respostas para “O Pato”

  1. Antonio disse:

    Aonde encontro esta “historia” do Pato? achei interessante, nunca tinha ouvido falar.

  2. Carlos Magaldi Carlos Magaldi disse:

    Antônio,

    Nem mesmo eu sei onde encontrar essa história na forma escrita, ela esta mais para um provérbio pupular contemporâneo, para escutar basta você se aproximar de algum profissional qualquer, de preferência de uma área técnica, e falar que você é formato em engenharia, mas esta pensando em cursar a faculdade de história da arte, fale isso de uma distância moderada, por que o cara vai enlouquecer, te chamar de maluco e te contar a famosa estória do pato, que a propósito lhe agradeço por mostrar que cometi um equívoco, escrevi história ao invés de estória, a qual seria mais correta neste caso visto que se trata de uma fábula, corrigirei essa gafe assim que puder. Em resumo o mundo requer especialistas e ai daquele que pensar o contrário, deve ser por isso que ando todo doído, vivo tentando remar contra a maré e fazer a diferença.

  3. Bruno Borges disse:

    Carlos Magaldi,

    Hoje em dia a palavra “estória” não é mais utilizada para distinguir entre fabulas e a própria História em si. Nos dicionários mais atualizados já se recomenda somente a grafia da palavra “história”, para ambos os casos.

    Grande abraço!

  4. Carlos Magaldi Carlos Magaldi disse:

    Bruno,

    Valeu pelo toque amigo, obrigado mesmo, vamos proceder, assim que possível, com o retorno do texto original, com “história” ao invés de “estória”.

  5. Anderson Cairo disse:

    Prezado Carlos,

    Fantástico o texto, faz refletir e pensar nossos objetivos profissionais.

    Estarei utilizando a “estória” do Pato, na abertura de um evento na empresa que trabalho.´

    É bastante intuitivo no processo de tomada de decisões e flexibilidade das funções, hoje muito burocratizada pelo termo “especialista”.

    um grande abraço!

    Sucesso.

    Anderson Cairo

  6. Obrigado pelo elogio Anderson, fico feliz que tenha gostado do texto, utilize o quanto quiser.

    Desejo, a você, todo sucesso neste evento e em sua vida profissional.

    Para mim é uma honra, ter meu texto como instrumento de reflexão e debate.

    Mais uma vez obrigado, forte abraço!

  7. Emmanuelle disse:

    O PATO E MUITO BONITO EU GOSTEI DELE

  8. Emmanuelle disse:

    O PATO E MUITO BONITO EU GOSTEI

  9. Fico feliz que tenha gostado Emmanuelle.

    Obrigado pelo seu comentário!

  10. Amaral disse:

    Creio que a histáoria do pato pode ser usada em alusão às empresas que geram acumulo de funções em um só funcionário. Isto gera o pato, não conseguindo desempenhar bem nem uma função nem outra. Citar gênios como Da Vinci é fora de questão. Este faz parte de 2% da população que é considerada gênio.

  11. Obrigado pelo comentário Amaral, concordo com você me relação ao acúmulo de funções imposto pelas empresas aos seus funcionários, realmente o texto pode ser utilizado em alusão a este cenário. Já quanto ao fato de Da Vinci, que por ser considerado um gênio, não se enquadrar na questão que pretendi abordar, tenho de discordar, pois na verdade o pato é o sujeito que não se limita, o cara que busca desenvolver mais de uma capacidade, mesmo que o mundo a sua volta diga que ele deve limitar-se apenas a uma. Da Vinci pode não ter alcançado a genialidade em todas as suas obras, mas teria alcançado alguma genialidade se não tivesse ousado tentar e diversificar suas atividades? Quem sabe?

    E quem sabe quantos possíveis gênios, hoje, não se entregam a boçalidade por julgarem estar fora do percentual de genialidade suportado pela humanidade. Quantos desistem de fazer algo, antes mesmo de tentar, por não se julgarem capazes, por terem medo de não serem os melhores naquela atividade.

    São esses percentuais definidos por sei lá quem, essas idéias pré-concebidas que inibem muios indivíduos a tentar. E mesmo que tenhamos de fato um número reduzido de gênios, poderíamos ter um número um pouco maior de pessoas menos limitadas.

    Obrigado pelo seu comentário, respeito sua opinião e seus embasamentos. Apenas quis compartilhar também os meus.

    Forte abraço.

  12. Olá Carlos, boa noite. Achei interessante sua forma de ver a história do “profissional pato”. Ouvi essa história numa aula da pós graduação e não tinha pensado do seu jeito, mas tenho uma opinião que difere um pouco da sua:

    Primeiro: como a historia conta, o pato não faz NADA bem feito: diferente de Leonardo da Vinci que você citou, imagine o da Vinci pintando mal, fazendo contas erradas, escrevendo errado, etc… Ele foi diferenciado. Um jacaré por exemplo: nada muito bem, mas não corre tão bem. Agora o pato não faz nada bem feito e acho que a história quer dizer exatamente isso.

    Segundo: se você tiver que operar um joelho, por exemplo, vai procurar quem: um clinico geral? Ou um especialista em operação de joelho?

    Talvez quem “bolou” essa história tenha pensado em pessoas, ou cidades, ou profissionais que, assim como o pato não fazem NADA bem feito, fazem de tudo e nao fazem nada, ou como costumo dizer sobre em que posição do campo eu jogo no futebol eu respondo: qualquer uma, pois, jogo mal em todas rs. Abraços.

  13. Olá Fábio, obrigado pelo seu comentário, você esta certo sobre o sentido da história do pato, ele realmente é esse. Faça uma coisa só e seja bom naquilo que faz.

    O problema é que tenho uma opinião diferente, acredito que o indivíduo que restringe seu potencial a uma única atividade acaba se limitando também naquela atividade.

    Vou tentar ser mais claro, como disse no texto, sim, precisamos de especialistas, fato. O problema é que temos formado especialistas extremamente limitados a sua área de atuação, alguns incapazes de explicar a um leigo, seja de forma falada ou escrita sobre questões relativas sobre sua área de atuação.

    Não se trata de da Vinci ser ou não um pato, mas sim do fato de que se tivesse sido contagiado pelo pensamento dissiminado pela história do Pato, poderia ter limitado suas atividades a uma única área, e acredito que isso poderia reduzir bastante sua genialidade.

    Agora, eu pergunto, quantos não poderiam dar mais ao mundo, se não fossem contaminados por essa história?

    Nos especializamos em uma profissão, e muitas vezes nos fechamos tanto nela, que esquecemos que ela faz parte de um contexto maior. Que é apenas mais um elo da corrente. Vivemos em um mundo onde medidas são adotadas, por serem consideradas ótimas dentro de uma determinada área de atuação, mas são desastrosas no contexto geral, pois seus idealizadores não pararam para pensar como aquilo poderia afetar a outras áreas.

    Discordar da história do Pato, não significa não ter uma especialização, mas sim se permitir aprender, tornar-se um profissional mais completo e com maior visão em nossas áreas de atuação, e por que não, desenvolver a capacidade de atuar também em outras áreas ( Eike Batista não se limitou a um único ramo de negócios ). Quantas coisas deixamos de fazer, por medo de fazer mal feito? E assim vivemos a vida, sem pintar, sem escrever, sem atuar, sem dançar, sem opinar, sem construir e etc.

    Não se engane Fábio, o mundo quer abelhas operárias, mas se encanta com aqueles que tem algo mais a oferecer, pessoas com o espírito do Pato. Chaplin poderia ter se limitado atuar, mas se não fosse também escritor, diretor, dançarino, comediante, produtor e roteirista, teria atuado tão bem?

    A história do pato é só mais uma forma de pessoas comuns.

    Quanto ao joelho, muitas vezes a necessidade da operação é detectada por um clínico geral, que apesar de não realizar a operação contribuiu para a resolução do problema, exatamente por extender o seus conhecimentos a mais de um segmento da medicina. Ainda que não seja um especialista é uma espécia de generalista e o mundo também precisa deles.

    Idependete disso tudo, respeito sua opinião, mesmo que discordante da minha, prefiro essas, nos forçam a argumentar e rever nossas posições.

    Mais uma vez agradeço pelos seu comentário, obrigado e um forte abraço.

  14. Leonardo Santos disse:

    Como Leonardo da Vinci estaria desempregado? Ele só não foi o maior pato da história porque foi um dos maiores gênios da Humanidade.
    Na verdade…. ele pode até ser considerado um especialista em uma área… o conhecimento!

  15. Carlos Magaldi Carlos Magaldi disse:

    Leonardo

    Obrigado pelo seu comentário, em parte concordo com você, Leonardo da Vinci foi sem dúvida um dos maiores gênios da humanidade. Mas talvez meu texto não tenha sido claro o suficiente ao tentar fazer uma crítica a um mundo onde a especialização em uma área do conhecimento tornou-se obrigatório, enquanto a busca de conhecimento em áreas diversas passou a soar como algo estranho e por vezes inaceitável.

    Acredito que as disciplinas são complementares, que um profissional em diferentes áreas é um profissional mais completo, com uma visão mais abrangente e maior eficiência, ainda que atue em uma área específica.

    Especialistas são necessários sim, mas no modelo atual, muitos vezes um especialista fica fechado em sua área de conhecimento e acaba por não considerar variáveis que estejam fora da mesma, variáveis que possam afetar o resultado do seu trabalho ainda que de forma indireta.

    O texto, diferente do senso comum, não coloca o termo “pato” como um termo pejorativo, pelo contrário, o coloca como uma qualidade positiva atribuída a um sobrevivente, capaz de se adaptar as mudanças que ocorrem a sua volta, exatamente por fazer de tudo um pouco.

    Quando associo Da Vinci ao pato, não estou criticando Da Vinci, mas sim o elogiando.

    Existe um escritor que eu adoro, seu nome é Robert Greene, autor de livros Best Sellers como “As 48 Leis do Poder” e “A 50ª Lei”. Neste último, existe um trecho em que ele fala exatamente sobre Da Vinci, acredito que ele consiga traduzir, melhor do que eu, a idéia que tentei passar. Por isso, tomo a liberdade de reescrever aqui sua abordagem:

    “Quando Da Vinci era jovem (Em meados do século XV), o conhecimento enrijecera-se em compartimentos. Em uma “gavetinha”, encontrava-se a filosofia e a teologia; em outra, as artes, consideradas então simples artesanatos; em outra “gavetinha” estava a ciência, que ainda não era muito empírica. As margens ficavam todas as formas de conhecimento obscuro – as artes do oculto.

    Da Vinci era filho bastardo de um tabelião, e devido a esta posição social estranha, não teve acesso à educação formal, o que acabou sendo uma bênção para ele. Sua mente não se prendeu a nenhum preconceito nem às categorias rígidas de pensamento que prevaleciam na época. Foi parar no estúdio do grande artista Verrocchio. E depois que começou a aprender a desenhar e pintar, teve início um processo que levou à formação de uma das mentes mais criativas da História.

    O conhecimento em um campo simplesmente abriu em Da Vinci uma fome insaciável de aprendizagem dentro de campos relacionados. O estudo da pintura levou ao estudo do desenho, que levou a um interesse pela arquitetura – daí ele partiu para a engenharia; fabricação de máquinas e estratégias bélicas; observação de animais e da mecânica cinética que podia ser aplicada à tecnologia; estudou os pássaros e sua aerodinâmica, as anatomias humana e animal; a relação entre as emoções e a psicologia e assim por diante. Esta incrível corrente de idéias, atingiu inclusive as áreas das ciências ocultas. Sua mente não reconhecia fronteiras, ele buscava relações entre todos os fenômenos naturais. Neste sentido, Da Vinci estava à frente de seu tempo e foi o primeiro homem renascentista de fato. Suas descobertas em diversos campos tinham uma força especial – a intensidade de uma descoberta leva à outra. Poucos o entendiam e muitos o achavam excêntrico, até mesmo imprevisível. Entretanto, grandes patronos como o rei François I da França e inclusive César Borgia, reconheciam seu talento genial e o exploraram.

    Hoje regredimos a um ponto que se aproxima ao período pré-renascentista. O conhecimento mais uma vez se endureceu em categorias rígidas, com intelectuais isolados em vários guetos. Pessoas inteligentes são consideradas sérias em função da profundidade em que mergulham em um campo de estudo; seus pontos de vista tornam-se cada vez mais míopes. Quem cruza essas demarcações rígidas é inevitavelmente considerado amador. Depois da faculdade somos encorajados a nos especializar, a aprender uma coisa específica muito bem e nos manter na área. Acabamos nos estrangulando na limitação de nossos interesses. Com todas essas restrições, o conhecimento não tem fluxo. A vida não tem essas categorias; trata-se de simples convenções às quais seguimos sem pensar.

    Da Vinci permanece um ícone e a inspiração para uma nova forma de conhecimento. Assim, não importa o que separa as coisas, mas sim o que as conecta. A mente possui seu próprio gás; quando se aquece e descobre algo novo, ela tende a encontrar outros assuntos para estudar e elucidar. Todas as grandes inovações da História originam-se de uma abertura à descoberta, uma idéia levando à outra, às vezes oriunda de campos nada relacionados. Você precisa desenvolver essa atitude e a mesma fome insaciável pelo conhecimento. Isso é possível se você ampliar seus campos de estudo e observação, seguindo o fluxo de suas descobertas. Você verá que novas idéias surgirão inesperadamente, levando a novas práticas ou oportunidades inusitadas. Se a fonte secar em seu campo particular de trabalho, você terá desenvolvido a mente em outros campos que poderá então explorar. Com esse fluxo mental você conseguirá bolar novos meios de superar os obstáculos e manter o gás em sua carreira.”

    Espero que este texto tenha ajude a elucidar o sentido de minha abordagem.

  16. Rafael disse:

    Olá Carlos,

    belo texto e grande paciência em responder as pessoas, ganhou meu respeito.
    Notei que igualmente a Da Vinci, você ousa por várias áreas também. Sou formado em C. da Computação (legal saber que você também é um dos nossos) e sempre me pergunto qual o próximo passo na minha jornada: aprofundar em Computação ou um MBA em áreas como Gestão ou Gerência de Qualidade? Assim como a estória (não gostei de excluirem isso do vocabulário) do pato tenho um receio de ficar imaturo nas minhas habilidades.

    Abraços!

  17. fabio disse:

    Bom dia,

    Discordo um pouco do seu comentário. Você diz por que não explorar nossos potencias, etc … com isso eu concordo, mas a história do pato é um pouco diferente.

    Se você sabe voar, nadar e andar bem, significa que você é especialista nas três coisas. A analogia do pato é que você não deve sair destrambelhado fazendo tudo ao mesmo tempo, por que com certeza não irá fazer direito. Outra analogia bem vinda é que é melhor fazer uma coisa bem feito do que três mal feito.

    Agora, quanto a explorar o seu potencial, isso com certeza … no mundo de hoje, temos que ser generalistas especialistas, ou seja, saber muito de um monte de coisa.

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