Ao contrário do que possa parecer, este texto não irá falar das filmagens de sistemas de segurança e monitoramento de ambientes. Na verdade, a frase serve para fazer uma analogia com a reação que as pessoas fazem ao saberem que estão sendo filmadas e observadas e a própria forma que levamos nossas vidas.

Sorria, você está sendo filmado!
Quando nos deparamos com uma placa que diz “Sorria, você está sendo filmado”, deixamos de agir naturalmente e passamos a seguir uma conduta que consideramos “normal”, acima de qualquer suspeita. Ninguém quer parecer um ladrão ou um lunático em frente às câmeras.
Isso só ocorre porque desejamos que àqueles que nos observam tirem sua atenção de nós.
Assim também é em nosso cotidiano, buscamos sempre aparentar a mais perfeita normalidade em nossas vidas, sempre nos importando com o que pensarão as demais pessoas ao redor.
Vivemos em função do que irão pensar sobre a forma que levamos nossas vidas e sobre as ações que fazemos. Claro que vivendo em sociedade o homem está sujeito a seguir diversas regras tidas que modelo de comportamento. Todos somos livres para agirmos conforme nossa própria vontade, mas preferimos seguir o padrão da sociedade a fim de nos sentirmos mais seguros, longe dos olhares vigilantes.
O problema do modelo imposto pela sociedade é que excluímos ou tolhemos pessoas brilhantes simplesmente por não se enquadrarem no padrão. Quantos foram considerados loucos e bruxos no passado e hoje são considerados ícones? Quantas idéias brilhantes foram abandonadas ao longo da história por quê alguém criticou seu idealizador?
Pensar diferente não quer dizer necessariamente que se está errado, a idéia divergente do padrão esperado pode revelar uma nova solução.
Observe suas ações e veja se você não tem se comportado diferente só para não ser visto como diferente. É bem provável que isso tenha ocorrido mais de uma vez, se não o tempo todo.
É possível que você esteja guardando uma idéia brilhante com medo de não ser aceita ou ser ridicularizado. Bem, há muitas pessoas nesse exato momento ganhando rios de dinheiro com idéias nem um pouco convencionais.
Pense a respeito e considere parecer um pouco louco de vez em quando, comece dando “tchau” para a câmera e você vai começar a perceber que ser diferente também é bom.
Meu nome é Lucio Antoniolo e eu sou mais um cara que acredita!
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Sobre Lucio: Lucio Antoniolo é formado em Ciência da Computação e é Analista de TI em uma empresa pública. Mesmo trabalhando com ciências exatas, prefere o complexo mundo das relações humanas. Gosta de viagens, filmes e tecnologia. É casado e tem um filho. |

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Talita Vulcão
7 months ago
De um modo geral não me comporto de uma forma que as pessoas acham “100% normal”, hajo como gosto, como sou e pronto. Quanto a sociedade: Trato a todos com educação, e pago impostos, imagino que a sociedade não pode exigir tanto mais de mim.
A vida é minha e é curta, não há tempo para ocupar-se vivendo outra vida, sendo outra pessoa, sustentando máscaras.
“…Eu juro que é melhor, não ser o normal, se eu posso pensar, que Deus sou eu!(…)” (Balada de um louco – Arnaldo Baptista e Rita Lee)
Sempre dou “tchauzinho” para a câmera, é engraçado, libertador e provavelmente deve fazer um vigilante rir…
Não tenha medo que os outros te achem louco, pensar 24h por dia na opinião alheia é paranóia, e paranóia é loucura.
Meu nome é Talita Vulcão e eu também acredito.
Lucio Antoniolo
7 months ago
Talita, é sempre muito bom saber que há outros “louco” como nós que também acreditam.
Nosso desejo incontido é que possamos fazer as pessoas refletirem um pouco ao lerem nossos textos. Se conseguirmos isso em cada 1 de 1.000 visitantes, teremos alcançado nosso objetivo!
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