“Os fins justificam os meios”
Maquiavel

Ganância
Cada um de nós conhece já ou ouviu falar de alguém que é capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer, pessoas que usam todos os artifícios possíveis para atingirem seus objetivos. Quando falamos de escrúpulos, estamos tão somente nos referindo à natureza humana. Pensar e agir conforme nossa vontade é o que nos diferenciam, pois podemos usar as duas coisas para o bem ou para o mal.
Mas até que ponto vale a pena fazer qualquer coisa para atingir um objetivo? Alguns de nós nem se quer se fazem essa pergunta, agem como querem e sem se importar com as conseqüências.
O que não sabem estas pessoas é que fazer o bem traz mais benefícios do que se imagina. Mesmo os mais egoístas deveriam fazer o bem aos outros em benefício próprio. Só para falar de alguns benefícios, as boas atitudes aumentam a auto-estima, diminuem a depressão e até curam.
Para aqueles que costumam citar Maquiavel em sua obra-prima “O Princípe”, onde “Os fins justificam os meios”, ele também deixou outra frase do mesmo livro onde se lê coisa contrária: “Não se pode chamar de ‘valor’ assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória”.
Atual ainda hoje, Maquiavel sempre pesava as medidas de bem e mal, sempre havia um equilíbrio em suas palavras. Numa época de grandes conquistas com base na guerra, seus conselhos ao príncipe que quisesse dominar uma nação eram sempre baseados no limite dos dois extremos: nem tão mau, nem tão bom. Claro que hoje vivemos numa época diferente, onde cada um busca atender primeiro seus interesses.
Mesmo num mundo individualista, precisamos procurar sempre o caminho do bem, devemos tentar ser o melhor possível para os que estão próximo de nós. Agindo dessa forma, colaboramos muito para tornar o mundo um lugar melhor de se viver.
Felizmente, todos nós somos essencialmente bons. Se você tem dúvida a respeito disso, imagine um mundo onde a maioria das pessoas fosse como os que pensam apenas em si mesmos. Como seria este mundo onde ninguém respeitasse ou se importasse com os sentimentos do outro?
Meu nome é Lucio Antoniolo e eu ajo com ética!
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Sobre Lucio: Lucio Antoniolo é formado em Ciência da Computação e é Analista de TI em uma empresa pública. Mesmo trabalhando com ciências exatas, prefere o complexo mundo das relações humanas. Gosta de viagens, filmes e tecnologia. É casado e tem um filho. |

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De fato, devemos sempre ter em mente as conseqüências de nossos atos, mas os rótulos artificiais de “bem” ou “mal” que se atribuem a Maquiavel são enganosos. Qual é a definição de bem? E de mal? Tudo é relativo. O grande triunfo de Maquiavel foi manter sua mente aberta para esse fato e analisar as coisas em termos de eficácia e eficiência.
Quanto à sua afirmação final sobre sermos naturalmente bons. Discordo com absoluta convicção. Devemos sempre nos manter vigilantes para evitar o pantanoso caminho do egoísmo. E quer mesmo saber como seria um mundo onde as pessoas não respeitassem ou se importassem com os sentimentos alheios? Vou te dizer: seria um mundo de guerras; de gente morrendo de fome; de assassinatos; de assaltos; de estupros; de seqüestros; de máfias; de gangues; de humilhações; de “carteiradas”; de exploração… Alguma dessas coisas parece familiar?
Ainda assim devo admitir que você escreve muito bem e que admiro sua pureza de intenção, Lucio.
Abraço.
Rodrigo,
Maquiavel é comumente rotulado de forma errada mesmo. Sou fã de seu “livro” e acho que todos que leram guardam algo de bom ao final.
Sobre sermos essencialmente bons, faz parte de um cara que acredita enxergar a realidade da forma que queremos e precisamos. O mundo já é suficientemente violento e se acreditarmos no que ele nos transmite, viveremos infelizes.
Ainda que haja extorsões, exploração, desrespeito, indiferença, intolerância, prefiro acreditar que os que “acreditam” são maioria. Na verdade, eu tenho quase certeza disso. Há muitos de nós “acordando” por aí, e outros tanto adormecidos…