“Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança.”
por Albert Einstein
Muitos são os momentos na vida em que o pensamento de desistir dos objetivos se torna atraente. As pedras pelo caminho parecem aumentar. Tenta-se superá-las de inúmeras formas, mas nada resolve. Corpo e mente se cansam. O descanso se mostra como a única saída. Diante deste cenário, como provar a si mesmo que vale a pena perseverar?
Uma simples lente, uma folha de jornal e a luz do sol podem ajudar nessa missão. Com o sol incidindo na lente, passeie o foco de luz pela folha de jornal. Nada acontece. Mas, quando se mantém o ponto de luz imóvel, focalizando os raios solares, o papel se incendeia em pouco tempo, surgindo um furo.
O furo equivale ao objetivo que se quer alcançar. Quando se opta pela desistência, desvia-se o foco e nada acontece. Agora, quando o foco é mantido, com paciência e perseverança, o alvo fica bem mais próximo de ser tocado.
Grande exemplo dessa persistência é o pianista João Carlos Martins. Extremamente talentoso, chamou à atenção de toda crítica musical. Seus belos concertos encantaram o mundo. Tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Foi vivendo a realização de seus sonhos que ele, de repente, se viu privado do contato com o seu instrumento de trabalho.
Um acidente num jogo de futebol foi o primeiro golpe para afastá-lo do piano. Perdeu o movimento da mão direita, por causa do rompimento de um nervo. Começou uma série de vários tratamentos e recuperou alguns movimentos da mão. Quando tudo parece estar melhorando, vem o segundo golpe.
Com o passar do tempo, desenvolveu a doença chamada LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Ela ocorre devido à repetição de movimentos e causa o estressamento dos nervos. Abandonou o piano mais uma vez, acreditando que seria para sempre. Mas, Martins é um homem apaixonado pela música. E os apaixonados não medem esforços para viver intensamente suas paixões.
Ele voltou a tocar mais uma vez, contra todas as dificuldades. Realizou vários concertos, utilizando os poucos movimentos que podia executar. Criou um estilo único e encantou o mundo novamente. Era uma experiência incrível presenciar o espetáculo que ele proporcionava, com alegria e dedicação, superando tantas tragédias. Readquiriu o sucesso de outrora. Mas, outras batalhas ainda o aguardavam.
Após um concerto em Sofia, na Bulgária, Martins foi vítima de um assalto. Sofreu um golpe na cabeça, que o fez perder movimentos de mãos novamente. Uma recuperação, desta vez, seria ainda mais difícil. Por quê? Qualquer esforço era suficiente para dar início à dores intensas, castigadoras. Tudo indicava que a suas forças não aguentariam um fardo tão pesado assim.
Ao invés de lamentar o resto de sua vida por tal fardo, ele lutou com as armas que tinha. Começou uma nova etapa de tratamentos e treinamentos. Progrediu, e passou a tocar utilizando apenas alguns dedos que lhe eram possíveis. Continuou com o piano, mas não podia se enganar: em tais situações, era impossível alcançar a maestria do passado.
Foi então que tornou-se maestro. Suas limitações também dificultavam esta função. Afinal, ele não podia segurar a batuta e nem virar as páginas das partituras. Como venceria tais entraves?
O amor ardente de Martins pela música encontrou a saída! Ele passou a memorizar nota por nota de seus concertos! Superou o que lhe impedia e regeu as maiores orquestras do mundo!
Em vários momentos, as dificuldades tentaram dispersar o foco de luz deste nobre músico. Em alguns, até conseguiram. Mas, ele sempre lutou para manter este feixe num ponto fixo. Resultado: incendiou as barreiras, destruiu as muralhas que a vida tentou lhe impor. Provou a todos que sim, vale a pena perseverar!
Como “embasamento” dessa prova, ficam as palavras de Albert Einstein: “Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança.”
Meu nome é João Paulo, um homem movido pela força da perseverança.
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Sobre João Paulo Moço: João Paulo é licenciado em Matemática, professor da rede estadual de ensino e pós-graduando em Docência no Ensino Superior. |

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