Certa vez ouvi dizer que o conhecimento traz consigo uma maldição, maldição esta que nos leva ao ostracismo do indivíduo que o possui ou o demonstra em sua sociedade. Quando adquirimos o conhecimento passamos ver e entender coisas que passam desapercebidas aos olhos da grande maioria da população.
Conseguimos ver a verdade por de trás da mentira, ou a mentira por de trás das “verdades” que nos são ditas por instituições e homens considerados em nossa sociedade dignos de credulidade. O conhecimento nos faz ter condições de questionar o inquestionável, de falar sobre coisas proibidas, de tentar entender aquele que é apontado como errado.
Mas o conhecimento não se limita a isso, ele nos vicia, nos instiga a querer mais, nos leva a busca da verdade, ativa e potencializa o nosso pensamento, nos afoga em um mar de questionamentos e nos desacostuma a conviver com o comodismo, com a aceitação e com a mediocridade.
Talvez o conhecimento seja realmente uma maldição, afinal ele pode nos tornar pessoas perigosas e muitas vezes indesejadas. Quanto mais conhecimento obtemos mais solitários nos sentimos, algumas vezes somos obrigados a omitir nossa verdadeira opinião para evitar o isolamento social.
Ao longo do tempo e de nossa história, muitos foram chamados de subversivos, loucos e paranóicos por possuírem pensamentos, pontos de vista e comportamentos diferentes da maioria das pessoas. Estes homens e mulheres, quando não calaram suas vozes ou renegaram publicamente suas ideologias, por vezes foram assassinados. No entanto o tempo, em inúmeros casos, comprovou que estavam certos.
Esconder sua sabedoria pode até ser possível por algum tempo, mas não por todo o tempo, pois seu conhecimento possui vida própria e mais cedo ou mais tarde irá se manifestar para o mundo, e nem você poderá contê-lo. E o motivo disso é que esses indivíduos que se distinguem da maioria pelo seu conhecimento, possuem uma grande responsabilidade, pois toda espécie se mantém pela sua reprodução, mas evolui pela distinção que se manifesta inicialmente em um pequeno número de seus indivíduos, gerando uma espécie mais forte, com maior capacidade de sobreviver a mudanças em seu meio ambiente. Portanto ao calar a sua opinião, abandonar o conhecimento e abdicar de seu pensamento em prol de ser uma pessoa comum e mais aceita pela sua sociedade, você pode estar indo na contra-mão da evolução de sua espécie, a qual pode ter te escolhido como precursor.
Meu nome é Carlos Magaldi, um cara comum, assim como você… será?
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Sobre Carlos Eduardo: Carlos Magaldi é formado em Ciência da Computação, Pós-Graduado em Finanças Públicas e atualmente cursa a faculdade de Ciências Econômicas, é interessado por Política, Economia e Relações Humanas de um modo geral. Gosta de ler bons livros e assistir a bons filmes. É casado e busca de forma incessante a evolução pessoal e profissional através do acúmulo de conhecimentos. |

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Lindo texto! Parabéns!
Obrigado Walisson, fico feliz que tenha gostado.