Tem muita gente que se refere ao casamento como uma instituição falida, mas se esquece que essa “instituição falida” ainda sustenta muita gente.
O matrimônio realmente é complicado, é mais fácil você manter uma empresa com 100.000 pessoas totalmente diferentes, desprovidas de nenhum afeto comum, trabalhando juntas para alcançar um determinado objetivo, do que fazer o mesmo com apenas duas pessoas, que se amam, dentro de uma casa.
Ao contrário do que os leitores mais velozmente conclusivos possam já estar dando como certo, não vejo o casamento com maus olhos, apenas como algo difícil.
Há de se considerar que a família é a base de nossa sociedade, e que o casamento é a origem da familia. E se isso for mal, toda a sociedade sofrerá os sintomas.
Mas por que o casamento é tão difícil? Por que a maioria fracassa logo nos primeiros anos e meses?
Eu posso não ter a resposta para essa pergunta, mas possuo uma teoria que pode ser levada em consideração por aqueles que buscam por tal resposta.
Minha teoria é de que, infelizmente, na maioria das vezes, nossa visão de casamento se extende no máximo até a festa que ocorre depois da cerimônia religiosa. Afinal, é assim que novelas e filmes costumam acabar: um belo “Felizes para Sempre!”. Fomos acostumados a ver o casamento como o final, quando na verdade ele é o começo.
Há um outro fator agravante, nossa visão de casamento é a de um mundo perfeito, repleto de felicidade e harmonia. Quando na verdade o matrimônio também é repleto de inúmeros deveres, responsabilidades, restrições e concessões.
Por fim, existe um último, e talvez o pior de todos os fatores capazes de levar um casamento ao fracasso. O fato de não abandonarmos a condição de filhos. Sim, exatamente isso! Entramos no casamento mantendo ainda a postura de filhos, cobrando de nosso conjuge um zelo e paciência paternal, nos esquecendo que nossos companheiros não são nossos pais. Pois nossos pais nos amam incondicionalmente, mas nossos companheiros não. O amor destes é condicional sim; seja a beleza, ao bem-estar ou ao companheirismo. Ninguém fica casado com alguém que não lhe faça feliz, relacionamento é uma troca sim e não há nada de errado nisso. Com nossos pais podemos cometer os maiores erros, conscientes de que sempre seremos perdoados, mas com nossos companheiros nem sempre tal coisa é possível. Portanto o marido não é pai de sua esposa, tão pouco ela é mãe de seu marido.
Estar casado é como pilotar um avião: quando somos filhos, sentamos na área de passageiros onde, por pior que seja a tempestade que nossa aeronave esteja enfrentando, o máximo que escutamos dos pilotos pelo alto-falante do avião é de que passaremos por uma pequena turbulência. Já quando estamos casados, assumimos as posições de piloto e co-piloto do avião, o qual inevitavelmente passará por muitas tempestades. Nessas horas, assim como nossos pais fizeram, devemos comunicar aos nossos passageiros que passaremos por uma pequena turbulência. Mas com o rádio desligado na cabine de comando, o diálogo entre os comandantes deve ser real, de forma a enfrentar os problemas de frente, sem meias verdades e buscando soluções práticas e imediatas para vencer a tempestade. O problema é que nessas horas tem muito piloto que corre para as poltronas de trás.
Casamento não é composto apenas por prazeres, mas também e principalmente por deveres. Estar consciente de que problemas existirão e que nem tudo são flores é o primeiro passo para obter sucesso onde outros falharam.
Meu nome é Carlos Magaldi e estarei na cabine de comando, mesmo diante a mais terrível das tempestades, mas para aqueles que sentam nas poltronas de trás irei dizer apenas que iremos passar por uma leve turbulência.
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Sobre Carlos Eduardo: Carlos Magaldi é formado em Ciência da Computação, Pós-Graduado em Finanças Públicas e atualmente cursa a faculdade de Ciências Econômicas, é interessado por Política, Economia e Relações Humanas de um modo geral. Gosta de ler bons livros e assistir a bons filmes. É casado e busca de forma incessante a evolução pessoal e profissional através do acúmulo de conhecimentos. |

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Belas palavras… é exatamente isso que vc falou mesmo, as pessoas tem uma visão muito errada do casamento, por isso q geralmente fracassam
Obrigado pelo seu comentário Fernanda. Realmente é como você disse: “as pessoas tem uma visão muito errada do casamento, por isso q geralmente fracassam”. Espero que todos nós possamos evoluir, a cada dia mais, nossa compreensão sobre essa instituição tão valiosa. No intuito de preservar a mesma. A qual, apesar de ser alvo de inúmeras críticas, ainda é a base de nossa sociedade.
Sociedade esta, que tem se tornado a cada dia mais individualista. Ao ponto do indivíduo considerar a abnegação de seus anseios própios em detrimento do bem-estar familiar, algo intolerável e impraticável.
Mais uma vez agradeço pela seu comentário Fernanda. Obrigado, e um forte abraço.
FANTASTICO!! SIMPLES E VERDADEIRO. PARABENS!!
Obrigado pelo seu comentário Raquel, fico feliz por saber que gostou do texto.
Tudo de bom para você minha amiga e um forte abraço!