Conta-se que, certo dia, um capataz trouxe uma triste notícia para o fazendeiro: seu cavalo havia caído num velho poço abandonado. A profundidade do buraco e o alto custo do resgate fizeram o dono desistir de salvá-lo.
Como ainda estava vivo, o fazendeiro ordenou que soterrassem o pobre animal. O capataz orientou alguns trabalhadores para que jogassem terra no poço, até encobrir o cavalo.
Alguns erros que cometemos ecoam por muito tempo, com consequências que nos abalam emocionalmente e financeiramente.
Por mais problemas que nossos erros nos tragam, por mais sofrimento que causem, conseguimos seguir em frente. Pelo menos é o que deveria acontecer com todos nós.
A verdade é que alguns ficam pelo meio do caminho, perdidos com os problemas causados pelos seus erros.
Não deveria ser assim, sempre iremos cometer erros e estes sempre trazem consigo consequências, em maior ou menor grau. Antes de tornarem-se fato, temos consciência deles e podemos evita-los.
Existe uma história sobre a águia, uma história que diz que esta ave ao chegar à metade de sua vida aparenta já ter chegado ao fim, pois nessa idade seu aspecto em nada se assemelha ao da ave majestosa que foi em sua juventude. Nesta idade seu bico já se encontra grande e curvo demais, suas garras também se encontram muito grandes e curvas, assim como suas penas que crescem de forma irregular, uma atrapalhando o crescimento das outras, de forma que umas ficam grandes demais e outras caem antes do tempo.
Muitos são os momentos na vida em que o pensamento de desistir dos objetivos se torna atraente. As pedras pelo caminho parecem aumentar. Tenta-se superá-las de inúmeras formas, mas nada resolve. Corpo e mente se cansam. O descanso se mostra como a única saída. Diante deste cenário, como provar a si mesmo que vale a pena perseverar?
Uma simples lente, uma folha de jornal e a luz do sol podem ajudar nessa missão. Com o sol incidindo na lente, passeie o foco de luz pela folha de jornal. Nada acontece. Mas, quando se mantém o ponto de luz imóvel, focalizando os raios solares, o papel se incendeia em pouco tempo, surgindo um furo.
“Os fins justificam os meios”
Maquiavel
Cada um de nós conhece já ou ouviu falar de alguém que é capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer, pessoas que usam todos os artifícios possíveis para atingirem seus objetivos. Quando falamos de escrúpulos, estamos tão somente nos referindo à natureza humana. Pensar e agir conforme nossa vontade [...]
Nos dias de hoje parecemos estar competindo para ver quem possui a pior capacidade de expressão, nos tornamos usuários compulsivos, praticamente viciados em gírias e expressões incomuns, algumas um tanto ofensivas, outras do mais puro mau gosto, mas todas destinadas a nos diferenciar na sociedade, nos distinguir dos demais ou mesmo nos integrar a algum grupo social específico. O uso de tais termos em nosso dia-a-dia é louvável e até interessante, porém o exagero de seu emprego, aliado a um estilo grosseiro, acaba por nos definir como pessoas indesejáveis ao convívio social, mesmo ao convívio daqueles que adotam esta mesma prática.
Um general é aquele que comanda, é o responsável pela estratégia. O exército só age pelo seu comando e o seu poder é medido pela capacidade que o seu general tem de lhe organizar para as batalhas.
Os soldados, embora lutem bravamente, são meros instrumentos, simples peões do jogo de xadrez da guerra.
Assim também ocorre em nossas vidas, por vezes nos vemos agindo como os soldados em uma batalha: agindo por instinto, lutando pela própria sobrevivência, seguindo as "ordens" da vida. Sem a estratégia necessária, as ordens recebidas não são claras e causam grandes problemas.
Não é comum pensarmos "vou continuar aguentando um pouco mais e as coisas vão melhorar"? Esse é o pensamento típico de quem não está no comando, é passivo em relação as decisões da sua própria vida.
A consequência de não termos um "general" para traçar as estratégias que seguiremos é viver com a sensação de que estamos sempre no meio do fogo cruzado, resolvendo um problema atrás do outro.
Tratando-se da nossa vida, não há ninguém mais competente para dizer o que é melhor para nossa vida do que nós mesmos. Essa afirmação parece óbvia, mas muita gente coloca o destino da própria vida nas mãos de outra pessoa. Essa pessoa pode ser o companheiro ou mesmo um colega.
Quando embarcamos nos sonhos de outras pessoas corremos o risco de frustrarmos nossas expectativas, visto que os anseios do outro podem não ser compatíveis com os nossos. Aí temos um grande problema: um realizado e feliz e outro frustrado e triste.
Que caminhos tomar, quando e como agir só cabe a você. Tome o controle de sua vida e comande-a da melhor forma possível. Por que alguém que você confia pode lhe dizer o que é melhor para sua vida com mais certeza do que você mesmo?
“Toda a dor, vem do desejo de não sentirmos dor”
Renato Russo.
Acredito que, de todas as dores que um ser-humano possa sentir, nenhuma se compara a dor da perda. Não existem palavras que possam confortar a morte de um amigo, o falecimento de um ente querido ou mesmo o simples término de um relacionamento.
Entregamo-nos ao pranto, [...]
Quantos de nós estão insatisfeitos com os rumos do relacionamento, da carreira ou da saúde e partem para a ação buscando reformar o que não lhes agrada?
Por observação, percebo que a maior parte de nós costuma não enfrentar o que nos incomoda, fingimos não perceber aqueles quilos a mais, a carreira que não avança, o dinheiro que teima em faltar todo mês, a saúde que não melhora ou o casamento que vai de mal à pior.
Parece que os problemas precisam chegar a um nível insuportável para tomarmos providências a respeito.
O que muitos não percebem é que um pequeno problema pode influenciar negativamente toda sua vida. Aquilo que chamamos de "Paz de Espírito" é perturbado quando postergamos a solução dos problemas. É como uma pequena farpa no dedo: ainda que esqueçamos temporariamente dela, sempre voltaremos a nos lembrar quando a tocarmos sem querer.
Nossos sonhos são caros, para conquistá-los abrimos mão de muitas coisas e nos lançamos em longas jornadas, que possuem como destino o momento de sua concretização. Entretanto muitos sonhos morrem, alguns antes de começar, outros após o seu fim, mas a grande maioria acaba no meio do caminho.
Quando estamos no meio do caminho não temos mais o entusiasmo e a motivação do início, mas já nos sentimos tão cansados como no final da jornada, a ansiedade aumenta a cada momento tornando tudo pior, fazendo com que o tempo pareça passar mais lentamente e nosso objetivo aparente estar cada vez mais distante, tornando-se praticamente inalcançável a nossas limitadas capacidades físicas e mentais. Nesse momento duvidamos de nossas certezas, questionamos a nossa razão e desejamos encerrar a caminhada, tornando o meio do caminho o fim da jornada, e adotando o comodismo, a limitação e o medo em nossas vidas.
Não existe vitória sem dor, não existe sucesso sem trabalho duro, não existe realização sem perseverança. O que torna a conquista algo tão admirável é a dificuldade de sua realização, quanto mais custosa for, mais admirada será.
dezembro 31, 2009
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